Rússia e China são as maiores ameaças ao Reino Unido, afirma o novo chefe da inteligência do MI5

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A Rússia é a maior ameaça estatal ao Reino Unido, mas as ações de inteligência da China “estarão moldando o mundo“, disse o novo chefe do serviço de inteligência britânico MI5.

chefe da inteligência do reino unido MI5
Foto: Reprodução/internet

O chefe do MI5, Ken McCallum, em seus primeiros comentários públicos desde que começou o trabalho em abril, disse que Moscou produziu “rajadas de mau tempo“, mas a China foi responsável por “mudar o clima” no que diz respeito às atividades de segurança e inteligência.

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Se a questão é quais países os serviços de inteligência causaram mais aborrecimento ao Reino Unido em outubro de 2020, a resposta é a Rússia“, disse McCallum em uma audiência no Home Office em Londres.

Se, por outro lado, a questão é qual estado estará moldando nosso mundo na próxima década, apresentando grandes oportunidades e grandes desafios para o Reino Unido, a resposta é a China. Você pode pensar em termos de serviços de inteligência russos fornecendo rajadas do mau tempo, enquanto a China está mudando o clima.

As relações diplomáticas entre o Reino Unido e a China e a Rússia se agravaram nos últimos meses, com o trabalho da empresa chinesa Huawei em infraestrutura de telecomunicações britânica sendo questionado.

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Sobre a Rússia, alguns especialistas disseram que uma segunda Guerra Fria pode durar 40 anos, com o rompimento das relações.

Sobre o terrorismo, McCallum disse que há uma ameaça crescente de novos grupos.

Desde 2017, 27 propostas de ataques terroristas foram interrompidas em um estágio final, disse McCallum.

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Embora o chamado extremismo islâmico tenha sido a maioria desses ataques, a ameaça de grupos terroristas de direita está aumentando. Oito dos ataques interrompidos vieram desses grupos de extrema direita.

Operamos inteiramente o mesmo sistema que no terrorismo extremista islâmico, com casos perseguidos pelos mesmos profissionais antiterroristas dentro da mesma parte do MI5 [e] máquina policial, operando nos mesmos limites, priorizados com base na ameaça e risco em vez de ideologia.”

“Essa ameaça da extrema direita não está, hoje, na mesma escala do terrorismo extremista islâmico. Mas está crescendo.

Traduzido e adaptado por equipe Folha BR
Fonte: Newsweek

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