Mercado prevê alta da inflação pela quarta vez seguida

Nesta segunda-feira (1), o Boletim Focus do Banco Central divulgou que a projeção do mercado para a inflação neste ano subiu de 3,50% para 3,53%. Esta é a quarta semana seguida que os especialistas do mercado elevam suas previsões. 

As perspectivas para os principais indicadores da economia do país são publicadas toda segunda-feira pelo BC. Na semana passada, o último pronunciamento da autoridade monetária trouxe outro tom para as diretrizes econômicas do país. 

Mercado prevê alta da inflação pela quarta vez seguida
Fonte: (Reprodução/Internet)

Mercado se aproxima à meta de inflação do BC

Conforme divulgado na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a meta de inflação a ser perseguida pela autoridade monetária é de 3,75% em 2021. O percentual é bem próximo ao de 3,53% avaliado pelo mercado financeiro. 

Já referente ao ano de 2022, o Copom estabeleceu inflação de 3,50% com 1,5 ponto de intervalo de tolerância tanto para cima como para baixo. A Taxa Selic ainda segue como o indicador que o público segue de olho. 

O BC decidiu começar o ano fazendo a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano, mas deixando para trás o discurso de juros estáveis a longo prazo. Agora, a instituição irá fazer uma avaliação normal do balanço de riscos para realizar a análise da inflação. 

Boletim Focus divulga outras projeções

Consoante à análise do mercado, a expectativa para a Taxa Selic é mantida em 3,50% no final deste ano. Da mesma forma, a estimativa para o indicador referente ao ano de 2022 permanece em 5%. 

Mercado prevê alta da inflação pela quarta vez seguida
Fonte: (Reprodução/Internet)

Isso indica que especialistas consultados pelo Boletim Focus esperam por uma alta da Taxa Selic devido à nova abordagem do Banco Central. No entanto, a instituição declarou que o fato de ter deixado a estratégia foward guidance não significa que os juros irão subir automaticamente. 

PIB e Dólar sobem em 2021 

Referente ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, a projeção é de alta de 3,50% ante 3,49% da análise anterior. Enquanto para o ano que vem, a expectativa foi mantida em 2,50%. A previsão para o PIB em 2022 não é alterada há mais de 140 semanas. 

Para o Dólar, a previsão também é de alta. O mercado enxerga a moeda americana valendo a R$ 5,01, ante R$ 5,00 da projeção passada. Em 2022 a cotação do Dólar também é similar, de R$ 5,00. 

FGV aponta queda na confiança empresarial 

Outros dados também foram divulgados no começo desta semana. A Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou queda de 2,2 pontos, para 93,0 pontos, do Índice de Confiança Empresarial (ICE), em janeiro. Conforme análise, o ICE começou a recuar desde dezembro do ano passado.

De acordo com Aloisio Campelo Jr, superintendente do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, a queda mais intensa vista nesse mês indicou a consolidação da tendência de desaceleração da economia

Com isso, os setores de avaliação do ICE como Construção, Serviços, Comércio, incluindo Indústria que registrou oito aumentos consecutivos em 2020, caíram em janeiro. O ritmo mais lento da atividade econômica já era prevista por vários economistas durante a pandemia.